Créditos: Arnaldo Sete
O pré-candidato do PSOL ao Governo de Pernambuco, Ivan Moraes, teceu críticas ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), e à governadora Raquel Lyra (PSD), ao comentar o cenário eleitoral de 2026 e o alinhamento das forças políticas reacionárias e extremistas no estado.
“João e Raquel namoram com Lula, mas não desapegam de seus bolsonaristas de estimação. Transitam naquela velha política em que se diz “qualquer água enche o açude, aceito qualquer apoio”, e as pessoas vão me encontrar e ver que eu não aceito qualquer apoio”, afirmou o psolista durante entrevista concedida ao jornalista Elielson Lima, da Rádio CBN.
Ivan declarou que, na sua visão, todos os postulantes ao governo do estado deveriam apoiar a reeleição de Lula, visto que o presidente segue sendo a única pessoa capaz de impedir um novo governo da extrema direita no país.
Contudo, Ivan reafirmou o fato de que a aproximação de seus adversários com o presidente se dá “por motivos pragmáticos”, e não por convicções políticas e ideológicas. Ele sustentou o argumento analisando as alianças de ambos os adversários, além de relembrar declarações e atitudes de ambos em eleições passadas.
“Vamo lembrar que João, quando foi prefeito de Recife pela primeira vez, fez uma campanha altamente antipetista, dizendo que o PT não ia ter lugar nenhum no governo dele, se aliando ao povo que hoje tá com Bolsonaro, a extrema direita, os fundamentalistas cristãos. O mesmo grupo que hoje tenta se aproximar de Raquel”.
“Eu me alio com quem é do campo progressista, com quem quer democracia, com quem quer direitos humanos, com quem não tem vergonha de falar das pautas fundamentais para fazer o estado da gente se destacar”, disse o ex-vereador Ivan Moraes.
Ivan também questionou a narrativa de polarização entre o prefeito do Recife e a governadora. Para ele, a disputa entre ambos não representa ruptura real de projetos. “Não é polarização. São duas candidaturas que vêm do mesmo campo político, da mesma tradição de acordos antigos e da mesma lógica familista que governa Pernambuco há décadas”, disse o pré-candidato.
Questionado sobre o motivo de seu alto índice de rejeição e sobre a maneira como pretende “furar” a divisão do eleitorado entre as figuras dos dois mandatários, Ivan alegou que o motivo da sua baixa pontuação nas pesquisas até o momento é o desconhecimento da população em relação ao seu nome, mas que seu projeto de governo vai encantar os eleitores ao diferenciá-lo do modo tradicional de fazer política representado por Raquel Lyra e João Campos.
“É desconhecimento. Tô doido que cheguem os debates! Acredito que os debates vão ser momentos importantíssimos de diferenciação em que as pessoas vão ver, de um lado, duas candidaturas da política tradicional, velha, familista, quase primos; e do outro, uma candidatura que embarca um projeto de esquerda, progressista, pra frente, moderno, contemporâneo, trazendo coisas que estão funcionando no mundo inteiro e trazendo pra cá”, disse o pré-candidato do PSOL.
Por fim, Ivan enfatizou que o eleitorado pernambucano terá, neste ano, uma excelente oportunidade de fazer uma eleição pautada pelo debate político propositivo, visto que o estado não tem, até então, nenhum grande expoente do campo político reacionário concorrendo ao Palácio do Campo das Princesas que possa forçar os eleitores a uma lógica de “voto útil” para impedir o avanço da extrema direita, como acontece em outros estados.
“Aqui em Pernambuco, a gente não precisa ter medo da extrema direita. Aqui em Pernambuco a gente pode, sim, ousar. Eu estou construindo um plano máximo, ousado e possível pro estado. Tô vendo João no palanque de Lula, espero que Raquel também esteja, e eu já estava antes dos dois. Acho que enquanto os dois estavam fazendo conta eleitoral, o PSOL já sabia que é fundamental pra democracia brasileira que “Lula 4” aconteça, e aí a gente vai disputar a democracia daqui para frente sempre puxando pro lado progressista, sempre puxando pro lado da esquerda.”
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