Créditos: Keise Nascimento

Militantes e lideranças defenderam o combate à misoginia, mais investimentos em políticas públicas e o engajamento dos homens na luta contra a violência de gênero

PSOL Pernambuco vai às ruas no 8M e reforça luta contra a violência de gênero e pela vida das mulheres

10/03/26

O PSOL Pernambuco (PSOL-PE) se fez presente no ato 8M do Recife, que marca o Dia Internacional da Mulher lema "Pela vida de todas as mulheres: combater as violências, o racismo e o imperialismo, aborto legal já", realizado na tarde de segunda-feira (9) em meio a um momento em que o número de casos de estupro e feminicídio no Brasil estão crescendo muito. 

 

O partido se fez presente tanto por meio do protagonismo de suas mulheres quanto através da presença de homens que cobram a responsabilização masculina pelo combate a todas as formas de violência gênero praticadas pelos seus semelhantes.

 

A Setorial de Mulheres do PSOL Pernambuco foi representadas por diversas companheiras. Uma delas era Rafah Ramos reforçou a importância de criminalizar a misoginia para fazer um enfrentamento eficaz contra o feminicídio. 

 

“Nós precisamos reafirmar, todos os dias: nenhuma de nós a menos. Enquanto dizem que o feminismo quer acabar com as faamílias, o machismo mata 4 de nós todos os dias. Precisamos lutar para que o PL 896/2023 seja aprovado e a misoginia seja criminalizada. Não aceitamos mais perder mulheres todos os dias, enquanto o discurso de ódio, o discurso redpill, o discurso incel está sendo monetizado. Enquanto homens lucram disseminando violênciqa contra os nossos corpos.”

 

PSOL Pernambuco 8M Recife

Crédito: Paloma Keise

 

Yanna Rocha destacou a ampla gama de reivindicações dos movimentos de mulheres - contra a jornada 6x1, contra o racismo, pela legalização do aborto, contra o imperialismo - e afirmou que “acima de tudo”, as mulheres estavam na rua “pelo respeito às nossas vidas e aos nossos corpos. Num ano em que a violência contra a mulher foi tão gritante e tão frequente, nós estamos aqui pra exigir respeito e pra dizer que direitos não são favores”, concluiu ela.

 

O pré-candidato a governador pelo PSOL Pernambuco, Ivan Moraes, enfatizou que os homens têm que entender que o protagonismo do movimento contra a violência é das mulheres, mas que passado o Dia Internacional da Mulher “a principal tarefa é nossa”.

 

“Sabe qual é a principal causa de violência contra a mulher? Homens que praticam violência contra a mulher. Vamo falar com a camaradagem, com os amigos, com a rapaziada que a gente conversa o tempo todo pra evitar qualquer tipo de romantização, glamourização e romantização da violência, daquilo que tem que ficar no passado. Homem que é homem não comete violência contra a mulher. Homem que é homem é aliado do feminismo, porque o feminismo também liberta a gente.”

 

Ivan também destacou a urgência de aumentar os investimentos do Estado em ações e políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. “Pernambuco é recordista em feminicídio, de 2024 para 2025 houve um aumento de 14% no número de mulheres mortas por serem mulheres (...) em toda a região de desenvolvimento do Sertão do Araripe não tem nenhuma delegacia da mulher. Se uma mulher sofre violência em Ouricuri, ela tem que viajar até Petrolina para ser atendida em uma delegacia especializada”. 

 

O pré-candidato a governador comentou o anúncio do uso de uma inteligência artificial para para detecção precoce de casos de violência contra a mulher pela Prefeitura no Recife, reafirmando a necessidade de investir e contar com os meios que já existem para enfrentamento à violência.

 

“Como se uma inteligência artificial fosse resolver um problema que é histórico e tem como principal vilão nós, os homens! (...) Conte com as profissionais de saúde, conte com as assistentes sociais, conte com a rede que já existe! Fortaleça os equipamentos que já existem, que a gente vai poder avançar. Responsabilize os homens que a gente vai poder avançar.” 

 

Ivan Moraes e Jerônimo Galvão. Credito: Paloma Keise

 

Jerônimo Galvão, presidente da federação PSOL-REDE, também se fez presente no ato de rua pela vida e pelos direitos das mulheres para cobrar dos homens que se impliquem na missão de erradicar a violência de gênero. 

 

Estamos aqui na luta contra o machismo, contra a misoginia, contra o feminicídio e contra qualquer violência de gênero, mas também é uma luta pelos direitos das mulheres. É uma luta pelo fim da escala 6x1, que atinge de forma negativa principalmente as mulheres. Os homens precisam estar aliados da luta das mulheres”.

 

 

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