Créditos: Daniel Hunter/WRI Brasil/creative commons
O PSOL Pernambuco denuncia mais uma tentativa do Governo do Estado de aumentar a passagem de maneira apressada, autoritária e sem qualquer compromisso com a população que depende do transporte público.
A convocação de uma única reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), marcada às pressas e em formato remoto, evidencia o desprezo do governo Raquel Lyra pelo diálogo democrático.
Trata-se de um processo conduzido às escondidas, que transforma uma decisão de enorme impacto social em mera formalidade burocrática e dificulta a participação da sociedade civil e a mobilização popular.
Além disso, a reunião foi convocada sem a apresentação da documentação técnica em tempo hábil, impedindo que conselheiros, entidades da sociedade civil e a população possam analisar, questionar ou contestar os dados que embasam a proposta de reajuste. A falta de transparência compromete qualquer debate sério sobre um tema que afeta diretamente milhões de pernambucanos.
O aumento pretendido ocorre apenas um ano após o último reajuste, aprofundando ainda mais o peso do transporte público no orçamento das famílias trabalhadoras. Para quem mora nas periferias da Região Metropolitana, o transporte público é a única forma possível de acessar trabalho, estudo, saúde, cultura e lazer.
O resultado é cruel: trabalhadores e trabalhadoras gastam uma parcela cada vez maior da renda apenas para circular pela cidade. Tudo isso para sustentar um sistema de péssima qualidade, marcado por ônibus lotados, atrasos constantes, frota envelhecida, falta de acessibilidade, estações de BRT abandonadas, terminais degradados e ausência de informações claras aos usuários.
O Governo de Pernambuco e os empresários que operam o Consórcio Grande Recife querem cobrar mais caro por um serviço que piora ano após ano, sem apresentar qualquer plano consistente de melhoria.
Os documentos oficiais revelam a lógica perversa do modelo atual: todos os custos da operação seguem sendo repassados à população, enquanto o empresariado do setor tem seus lucros preservados, mesmo diante da precariedade do serviço e da falta de transparência nos contratos.
Questões centrais seguem sem resposta, como a licitação interrompida, a renovação da frota, o futuro do BRT e os impactos do projeto de privatização do metrô. O transporte público segue operando como uma verdadeira caixa-preta.
Para o PSOL Pernambuco, é inaceitável que o debate sobre mobilidade urbana continue restrito ao reajuste da tarifa, ignorando a renda da população, a qualidade do serviço e o papel do Estado no financiamento do transporte.
Pode parecer “apenas” alguns centavos, mas para quem pega dois, três ou mais ônibus por dia, o aumento significa menos comida na mesa, mais endividamento, menos acesso à cidade e mais exclusão social.
A posição histórica do partido é a defesa da gratuidade e da Tarifa Zero, entendendo o transporte público como um direito social. Esse compromisso é refletido nas propostas de Ivan Moraes, ex-vereador e pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSOL, que defende um modelo de financiamento público e progressivo, com controle social, transparência e justiça urbana, social e ambiental.
Não aceitaremos que o povo pague mais caro para andar mal, espremido e sem dignidade. O PSOL-PE seguirá ao lado dos usuários, dos trabalhadores do sistema e dos movimentos sociais, lutando contra o reajuste e por um novo modelo de mobilidade.
Por um mundo sem tarifa e sem catracas. Tarifa Zero já!
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